CULTURA DE FEZES - COPROCULTURA

CULTURA DE FEZES (COPROCULTURA)

 

  1. Introdução e Relevância Clínica

As doenças diarreicas de etiologia infecciosa representam uma das principais causas de morbidade em todo o mundo, acometendo desde pacientes ambulatoriais a indivíduos hospitalizados ou imunocomprometidos. O diagnóstico laboratorial definitivo das infecções gastrointestinais bacterianas baseia-se na execução da cultura de fezes, classicamente denominada coprocultura.

Diferente de sítios anatômicos primariamente estéreis (como o sangue ou o líquido cefalorraquidiano), o trato gastrointestinal abriga a maior e mais complexa comunidade microbiana do corpo humano: a microbiota colonizadora normal (composta majoritariamente por bactérias anaeróbias estritas e facultativas). O grande desafio analítico da coprocultura reside na capacidade do microbiologista de utilizar ferramentas seletivas e diferenciais para isolar e identificar os patógenos verdadeiros (como Salmonella spp., Shigella spp. e Campylobacter spp.) em meio a bilhões de organismos comensais que compõem a flora fecal acompanhante.

  1. Coleta, Transporte e Triagem Macroscópica

2.1 Coleta e Conservação da Amostra

Para o sucesso do isolamento, a amostra de fezes deve ser coletada preferencialmente na fase aguda da doença (período de maior excreção de patógenos) e antes da introdução de qualquer terapia antimicrobiana.

As fezes evacuadas espontaneamente devem ser recolhidas em um recipiente plástico limpo, seco e de boca larga, evitando-se rigorosamente a contaminação com urina ou água do vaso sanitário. Quando a coleta imediata das fezes não for operacionalmente viável, ou em pacientes pediátricos (lactentes), adota-se a coleta por meio de swab retal, introduzindo-se o swab delicadamente além do esfíncter anal, rotacionando-o para obter material visível.

2.2 O Uso Crítico de Meios de Transporte

Caso o material não possa ser processado nas primeiras duas horas pós-coleta, a amostra (ou o swab retal) deve ser obrigatoriamente transferida para um sistema de conservação química. O meio padrão-ouro para o ecossistema entérico é o Meio de Cary-Blair.

Este meio possui baixo teor de nutrientes (para bloquear a multiplicação de coliformes comensais) e um potencial de oxirredução reduzido devido à presença de agentes químicos como o tioglicolato. Isso garante a sobrevida de microrganismos altamente sensíveis ao dessecamento e ao oxigênio atmosférico, como as espécies de Campylobacter.

2.3 Triagem Macroscópica

Ao receber o espécime, o analista deve realizar a inspeção visual e registrar as características físicas das fezes:

  • Consistência: Líquida, pastosa ou formada.
  • Elementos Anormais: Presença de muco, pus ou estrias de sangue purulento. Nota didática: Porções fecais que contenham muco ou sangue devem ser priorizadas no momento da inoculação nos meios de cultura, pois são os locais de maior aderência e atividade dos patógenos invasores.
  1. Processamento Laboratorial: O Fluxo de Semeadura

O isolamento de uropatógenos entéricos exige uma abordagem combinada que envolve a inoculação direta em meios sólidos (seletivos e diferenciais) e a passagem prévia por caldos líquidos de enriquecimento.

                   

3.1 Meios Sólidos de Semeadura Direta

A amostra de fezes é semeada por técnica de esgotamento (estrias) para a obtenção de colônias isoladas nos seguintes meios:

  • Ágar MacConkey: Utilizado como meio de triagem para bacilos Gram-negativos. Contém sais biliares e cristal violeta para inibir a flora Gram-positiva. Permite separar bactérias lactose-fermentadoras (colônias rosas/vermelhas, ex: Escherichia coli) das não-fermentadoras de lactose (colônias incolores ou beges). Patógenos como Salmonella e Shigella pertencem classicamente ao grupo dos lactose-negativos.
  • Ágar SS (Salmonella-Shigella): Altamente seletivo e diferencial. Possui uma elevada concentração de sais biliares, citrato de sódio e o corante verde brilhante, compostos que inibem o crescimento da totalidade de bactérias Gram-positivas e restringem fortemente o crescimento de coliformes da flora normal. O meio diferencia:
    1. A fermentação da lactose: Colônias lactose-positivas tornam-se vermelhas; colônias lactose-negativas permanecem transparentes ou incolores.
    2. A produção de Gás Sulfídrico ($ ext{H}_2 ext{S}$): Contém tiossulfato de sódio e citrato de ferro. Bactérias que reduzem o tiossulfato liberam $ ext{H}_2 ext{S}$, o qual reage com o ferro gerando um precipitado negro no centro da colônia.
  • Ágar Campylose: Meio básico rico, suplementado com sangue e tornado seletivo por uma mistura de antimicrobianos (como cefoperazona, vancomicina e anfotericina B) para suprimir o crescimento de leveduras e da microbiota fecal normal. É voltado especificamente para o isolamento de Campylobacter spp.

3.2 Caldos Líquidos de Enriquecimento

Como os patógenos podem estar em número reduzido em relação à microbiota normal, uma fração das fezes deve ser inoculada em caldos seletivos de enriquecimento, como o Caldo Selenito (Meio de Leifson) ou o Caldo Tetrationato.

Essas formulações contêm substâncias (como o selenito de sódio ou o verde brilhante e a bile) que exercem um efeito inibitório temporário sobre os coliformes normais durante as primeiras horas de incubação, enquanto estimulam a multiplicação ativa de espécies de Salmonella. Após 12 a 18 horas de incubação em caldo, realiza-se um subcultivo (repique) desse líquido para uma nova placa de Ágar SS.

  1. Condições de Incubação: O Desafio da Microaerofilia

Enquanto as placas de Ágar MacConkey e Ágar SS são incubadas rotineiramente na estufa bacteriológica em aerobiose convencional à temperatura de 35oC -37oC  por 24 horas, o isolamento do gênero Campylobacter exige condições ambientais estritas e distintas:

Condições para Campylobacter: O Ágar Campylose deve ser incubado obrigatoriamente em atmosfera de microaerofilia (composta por aproximadamente 5 % de O2$, 10% de CO2 e 85% de N2), obtida por meio de geradores químicos envelopes introduzidos em jarras de anaerobiose fechadas hermeticamente. Além disso, a temperatura ideal de incubação é de 42 oC (característica termofílica de Campylobacter jejuni e Campylobacter coli), o que ajuda a inibir metabolicamente o crescimento de outras bactérias entéricas que toleram mal essa temperatura elevada.

  1. Triagem e Identificação Presuntiva de Colônias

Após o período de incubação, o microbiologista realiza a leitura macroscópica das placas à procura de colônias com morfologia suspeita de patogenicidade.

Padrões Morfológicos no Ágar SS

  • Suspeita de Salmonella spp.: Colônias translúcidas, incolores (lactose-negativas), apresentando um ponto negro central nítido decorrente da produção de gás sulfídrico (H2S).
  • Suspeita de Shigella spp.: Colônias translúcidas, lisas, completamente incolores e sem centro negro (H2S negativas), uma vez que este gênero não fermenta a lactose nem reduz o tiossulfato.

Confirmação Bioquímica Presuntiva

As colônias suspeitas capturadas das placas de ágar não devem ser laudadas de imediato. Elas precisam ser submetidas a testes de triagem bioquímica por meio da semeadura em tubos combinados:

  1. Meio de Kligler (Tríplice Açúcar Ferro): * Perfil de Salmonella: Base amarela (fermentação da glicose), rampa vermelha (lactose-negativa) e presença de precipitado negro (H2S positivo).
    • Perfil de Shigella: Base amarela (glicose-positiva), rampa vermelha (lactose-negativa), sem produção de gás e sem precipitado negro (H2S negativo).
  2. Caldo Ureia-Indol-TODA: Ambos os gêneros (Salmonella e Shigella) são caracteristicamente urease-negativos (não alteram a cor do caldo para o rosa-choque), o que permite diferenciá-los rapidamente de contaminantes oportunistas do gênero Proteus.
  1. Formatação e Emissão do Laudo

O laudo da coprocultura deve ser redigido de forma precisa, informando ao clínico quais patógenos específicos foram pesquisados e os respectivos achados analíticos.

Modelos de Relatório Laboratorial

  1. Culturas Negativas (Ausência de Patógenos)

Como o trato intestinal possui uma microbiota normal abundante, o termo "Cultura Negativa" isolado pode ser ambíguo. O laboratório deve especificar quais agentes foram investigados e descartados.

  • Exemplo de Laudo: "Ausência de crescimento de Salmonella spp. e Shigella spp. na amostra analisada. Flora fecal normal presente."
  • Caso a pesquisa de Campylobacter tenha sido solicitada e resulte negativa: "Ausência de isolamento de Campylobacter spp."
  1. Culturas Positivas (Patógeno Isolado)

Quando um agente etiológico verdadeiro é isolado e confirmado bioquamicamente (e, se possível, sorologicamente por testes de aglutinação), o laboratório emite o laudo com a identificação do gênero ou espécie, seguido do respectivo Teste de Sensibilidade aos Antimicrobianos (Antibiograma/TSA).

  • Exemplo de Laudo: "Isolamento de Salmonella enterica. (Carga bacteriana significativa)."
  • Nota clínica associada: O antibiograma para patógenos entéricos deve priorizar a liberação de drogas com penetração intracelular e relevância clínica sistêmica, como as fluoroquinolonas e cefalosporinas de terceira geração, conforme normatizado pelos documentos BrCAST/CLSI.

 

2.PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) PARA CULTURA DE FEZES - COPROCULTURA

 

2.1. Objetivo: Padronizar a execução da coprocultura para o isolamento e identificação de patógenos entéricos (ex: Salmonella spp., Shigella spp., Campylobacter spp.), garantindo a confiabilidade dos resultados e a segurança da equipe.

2.2. Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia, sob supervisão do responsável técnico (RT).

2.3. Critérios de Aceitação e Rejeição

  • Aceitação: Amostras colhidas na fase aguda, antes da terapia antimicrobiana, em recipiente limpo ou meio de transporte (ex: Cary-Blair).
  • Rejeição: Amostras com tempo de transporte prolongado sem meio de conservação (após 2h), contaminação com urina ou frascos vazados/inadequados.

2.4. Materiais e Equipamentos

  • EPIs (jaleco, luvas de procedimento, máscara, óculos de proteção).
  • Cabine de Segurança Biológica (CSB).
  • Meios de cultura: Ágar MacConkey, Ágar SS, Ágar Campylose.
  • Caldos de enriquecimento: Selenito ou Tetrationato.
  • Estufa bacteriológica (35°C-37°C) e sistema de microaerofilia (jarra de anaerobiose/envelope gerador) para Campylobacter.

 

2.5. Descrição do Procedimento (Fluxo Operacional)

  1. Triagem Macroscópica: Inspeção visual dentro da CSB. Priorizar porções com sangue, muco ou pus para a inoculação.
  2. Semeadura:
    • Inocular a amostra por esgotamento em placas de Ágar MacConkey e Ágar SS.
    • Inocular o Ágar Campylose para pesquisa de Campylobacter.
    • Transferir alíquota da amostra para caldo de enriquecimento (Selenito ou Tetrationato).
  3. Incubação:
    • Placas de rotina (MacConkey/SS): Aerobiose, 35°C-37°C por 24h.
    • Placa de Campylobacter: Microaerofilia, 42°C por 24h-48h.
    • Caldos: 35°C-37°C por 12-18h, seguido de repique para placa de SS.
  4. Triagem e Identificação: Observar morfologia colonial e realizar testes bioquímicos (Kligler, Ureia-Indol-TODA) em colônias suspeitas.

2.6. Biossegurança e Resíduos

  • Todo o procedimento de manuseio deve ser realizado dentro da CSB para evitar aerossóis.
  • O descarte de materiais deve seguir o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), utilizando recipientes para descarte de material biológico infectante.
  • Desinfecção da bancada com álcool 70% ou solução desinfetante após cada lote de amostras.

 

2.7. Emissão de Laudo: Deve conter o resultado da pesquisa específica dos patógenos (ex: "Ausência de Salmonella e Shigella") ou a identificação do agente isolado com o respectivo Antibiograma (TSA).

Nota: Este documento deve ser validado, datado e assinado pela chefia do laboratório, conforme as Boas Práticas preconizadas pela ANVISA.

 

 

  1. Procedimento Operacional Padrão: Identificação Bioquímica de Enterobacteriaceae

3.1. Objetivo. Padronizar as etapas de identificação presuntiva e confirmatória de bactérias da família Enterobacteriaceae isoladas em amostras clínicas, garantindo a precisão diagnóstica necessária para a vigilância de IRAS.

 

3,2. Responsabilidade: Equipe técnica habilitada do laboratório de microbiologia.

 

3.3. Materiais e Equipamentos

  • EPIs completos (uso obrigatório em todos os procedimentos).
  • Cabine de Segurança Biológica (CSB).
  • Meios de triagem/identificação: Kligler (KIA) ou TSI (Triple Sugar Iron), meio de Motilidade-Indol-Ornitina (MIO) ou tubos separados de Indol, Ureia (Christensen), Citrato de Simmons e LIS (Lisina Ferro Ágar).
  • Alças de platina ou descartáveis e bico de Bunsen (se fora da CSB).

 

3.4. Descrição do Procedimento (Fluxo Operacional)

  1. Seleção de Colônias: A partir de cultura pura (isolada em meio seletivo ou não), selecionar uma a três colônias morfologicamente idênticas.
  2. Inoculação dos Meios:
    • KIA/TSI: Semear por picada profunda na base e estria na superfície (inclinada).
    • Provas complementares: Inocular os tubos de Ureia, Citrato e LIS seguindo as normas específicas de cada fabricante ou manual de referência adotado pelo laboratório.
  3. Incubação:
    • Incubar os tubos em estufa bacteriológica (35°C-37°C) por 18 a 24 horas em aerobiose.
  4. Leitura e Interpretação:
    • KIA/TSI: Avaliar a fermentação da glicose (base amarela) e lactose/sacarose (superfície amarela), além da produção de gás ou $ ext{H}_2 ext{S}$ (precipitado negro).
    • Ureia: Coloração rosa-choque indica positividade para urease.
    • Citrato: Crescimento bacteriano com viragem para azul indica utilização do citrato como única fonte de carbono.
    • LIS: Avaliar a descarboxilação da lisina e a produção de $ ext{H}_2 ext{S}$.

 

3.5. Biossegurança e Controle de Qualidade

  • O manuseio de cultivos bacterianos deve ser realizado estritamente dentro da CSB para evitar a formação de aerossóis.
  • O controle de qualidade dos meios deve ser realizado utilizando cepas padrão (ATCC) para assegurar que os resultados das reações bioquímicas sejam fidedignos antes da liberação do laudo.

 

3.6. Emissão de Laudo. A identificação final deve integrar o perfil bioquímico obtido. Em casos de patógenos de relevância epidemiológica (ex: produtores de carbapenemases), o isolado deve ser submetido a testes adicionais de sensibilidade conforme preconizado pela ANVISA.

 

Nota: A conformidade com este POP garante a rastreabilidade dos resultados e o suporte necessário para o controle de infecções hospitalares.

 

  1. Procedimento Operacional Padrão: Identificação de Campylobacter

 

4.1. Objetivo: Padronizar a identificação presuntiva e confirmatória de espécies de Campylobacter (principalmente C. jejuni e C. coli) a partir de isolados entéricos, garantindo a diferenciação de outros bacilos Gram-negativos.

 

4.2. Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia com treinamento específico para o manuseio de patógenos termofílicos e condições de microaerofilia.

 

4,3. Materiais e Equipamentos

  • EPIs (incluindo proteção ocular e respiratória, dada a natureza exigente do isolamento).
  • Cabine de Segurança Biológica (CSB).
  • Meios e Reagentes: Caldo de enriquecimento (se necessário), meios sólidos seletivos (Ágar Campylose), reagente de Oxidase, reagente de Catalase e meio de hidrólise do hipurato.
  • Equipamento de suporte: Sistema de microaerofilia (jarra de anaerobiose com envelope gerador de atmosfera específica).

 

4.4. Descrição do Procedimento (Fluxo Operacional)

  1. Observação Morfológica: Avaliar colônias características no Ágar Campylose: aspecto frequentemente espalhado, brilhante, úmido ou com bordas irregulares.
  2. Exame Microscópico: Realizar coloração de Gram. Campylobacter apresenta-se como bastonetes Gram-negativos finos, curvos ou em forma de "asa de gaivota" ou "espiral".
  3. Provas Bioquímicas de Diferenciação:
    • Oxidase: Colônias positivas (formação de cor violeta intensa). A maioria das espécies de relevância clínica é oxidase positiva.
    • Catalase: Colônias positivas.
    • Teste de Hidrólise do Hipurato: Fundamental para diferenciação:
      • C. jejuni: Hipurato-positivo (aumento de cor púrpura após adição de ninhidrina).
      • C. coli: Hipurato-negativo.
  4. Temperatura de Crescimento: Teste de termofilicidade: crescimento confirmado a 42°C (característica de C. jejuni e C. coli).

4.5. Biossegurança e Controle de Qualidade

  • O manuseio deve ser estritamente em CSB para evitar a exposição a aerossóis infecciosos.
  • As placas devem ser mantidas em atmosfera de microaerofilia (aproximadamente 5% de $ ext{O}_2$, 10% de $ ext{CO}_2$ e 85% de $ ext{N}_2$).
  • Utilizar cepas de referência (ATCC) para o controle da qualidade dos meios e dos discos de sensibilidade aos antibióticos.

4.6. Emissão de Laudo: O laudo deve identificar o gênero e, se possível, a espécie (C. jejuni ou C. coli), informando a sensibilidade aos antimicrobianos (preferencialmente macrolídeos ou conforme diretrizes BrCAST/CLSI vigentes).

Nota: A precisão deste POP é essencial para o diagnóstico rápido, visto que Campylobacter é uma causa frequente de infecções bacterianas agudas com potencial de surtos em ambientes institucionais.

 

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

 ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de microbiologia clínica para o controle de infecção relacionada à assistência à saúde. Módulo 1: Procedimentos laboratoriais. Brasília: ANVISA, 2004. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br. Acesso em: 31 maio 2026.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar: Módulo I. Brasília: ANVISA/Ministério da Saúde, 2000. 56 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_microbiologiaclinica_controle_infechospitalar.pdf. Acesso em: 30 maio 2026.

CARROLL, K. C. et al. Manual of Clinical Microbiology. 12. ed. Washington, DC: ASM Press, 2019. 2 v.

 TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WADSWORTH, J.; FINEGOLD, S. M.; BARON, E. J. Bailey & Scott's Diagnostic Microbiology. 14. ed. St. Louis, MO: Elsevier, 2017.