ANTIBIOGRAMA

TESTE DE SUSCEPTIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS (ANTIBIOGRAMA)

 

  1. INTRODUÇÃO

A descoberta dos antibióticos representou um marco revolucionário na medicina moderna, convertendo infecções anteriormente letais em condições passíveis de tratamento clínico. Entretanto, a rápida evolução e a disseminação de mecanismos de resistência bacteriana impuseram complexos desafios à prática terapêutica, inviabilizando a premissa de que uma espécie bacteriana responderia de maneira uniforme aos fármacos convencionais. Diante dessa realidade, o Teste de Susceptibilidade aos Antimicrobianos (TSA), popularmente conhecido como antibiograma, consolidou-se como a ferramenta preditiva fundamental do laboratório de microbiologia clínica. A função primária deste exame consiste em determinar “in vitro” o perfil de sensibilidade ou resistência de um patógeno isolado em cultura pura frente a diversas classes de antibióticos, fornecendo o embasamento científico necessário para que o clínico transite de uma terapia empírica inicial para uma abordagem alvo, racional e eficaz.

O método oficial mais difundido para a rotina laboratorial manual é a difusão em ágar por disco, fundamentado no Método de Kirby-Bauer. Este procedimento baseia-se na difusão passiva de agentes antimicrobianos a partir de discos de papel de filtro, previamente impregnados com concentrações específicas, sobre uma placa de ágar Mueller-Hinton inoculada de forma confluente com o microrganismo. A presença de sensibilidade bacteriana manifesta-se através da formação de um halo de inibição — uma zona macroscópica isenta de crescimento — onde a concentração do fármaco supera a dose letal ou inibitória mínima. Inversamente, a resistência é evidenciada pela ausência de halo ou pela formação de zonas com diâmetros criticamente reduzidos.

Para assegurar a precisão e a reprodutibilidade dos resultados, o protocolo operacional exige rigoroso controle em todas as etapas, iniciando-se pela padronização do inóculo, que deve ser ajustado à escala 0,5 de McFarland para garantir a densidade populacional correta. Após a incubação em condições controladas, a interpretação dos resultados requer a mensuração precisa dos halos, cujos valores, em milímetros, não permitem inferências intuitivas, visto que dependem de variáveis intrínsecas ao fármaco, como peso molecular e taxa de difusão. Consequentemente, a classificação do microrganismo como sensível, intermediário ou resistente deve ser validada mediante o confronto dos dados medidos com as tabelas de corte estabelecidas por organismos internacionais e nacionais de padronização, como o CLSI e o EUCAST/BrCAST.

A excelência na microbiologia contemporânea transcende a execução técnica, exigindo um robusto sistema de garantia da qualidade, que inclui o uso de cepas de referência (ATCC) e o suporte de sistemas automatizados de leitura. Tais tecnologias, além de determinarem a Concentração Inibitória Mínima (CIM), operam como importantes mecanismos de vigilância epidemiológica, capazes de identificar fenótipos raros de resistência e resultados clinicamente improváveis. Por fim, a gestão do laboratório deve ser regida por políticas operacionais claras, conferências criteriosas e um fluxo de comunicação eficiente para resultados críticos, garantindo que o laudo atue efetivamente como uma ferramenta de tomada de decisão médica em tempo real, assegurando a segurança do paciente e o controle de infecções hospitalares.

A microbiologia contemporânea avançou significativamente com a adoção de sistemas automatizados de leitura, que otimizam o fluxo de trabalho e reduzem a subjetividade inerente à interpretação manual dos halos de inibição. Equipamentos como o VITEK® 2 (bioMérieux), o MicroScan WalkAway (Beckman Coulter) e o Sensititre ARIS HiQ (Thermo Fisher) são amplamente utilizados no mercado, empregando tecnologias baseadas em microdiluição em caldo ou cinética de crescimento monitorada para determinar com precisão a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Estes sistemas funcionam através de cartões ou painéis miniaturizados que, após a inoculação da amostra, são incubados e lidos automaticamente, permitindo a identificação rápida de microrganismos e a detecção precoce de fenótipos de resistência emergentes, como carbapenemases e MRSA, com maior padronização e rastreabilidade.

Além da agilidade no fornecimento de resultados, que impacta diretamente na redução do tempo de internação hospitalar, esses analisadores integram softwares de inteligência laboratorial que aplicam regras de validação automática e alertas de vigilância epidemiológica. Ao cruzar os dados de CIM com bancos de dados atualizados que seguem normas internacionais e nacionais — como as diretrizes do CLSI e do BrCAST — os sistemas garantem que os laudos sejam emitidos com maior segurança, filtrando resultados clinicamente improváveis e oferecendo um suporte robusto às comissões de controle de infecção hospitalar.

  1. POP: Antibiograma pelo Método de Difusão em Disco

 

2.1. Objetivo: Padronizar a execução do teste de suscetibilidade aos antimicrobianos (antibiograma) para determinar o perfil de sensibilidade de microrganismos isolados em amostras clínicas.

2.2. Campo de Aplicação: Laboratório de Microbiologia Clínica.

2.3. Materiais e Equipamentos

  • Meio de Cultura: Ágar Mueller-Hinton (espessura de 4 mm).
  • Inóculo: Suspensão bacteriana padronizada na escala 0,5 de McFarland (aprox. $1,5 imes 10^8$ UFC/mL).
  • Discos de antimicrobianos: Conforme o painel específico para a bactéria isolada.
  • Equipamentos: Estufa bacteriológica (35°C ± 2°C), Capela de Fluxo Laminar, Micropipetas/Swabs estéreis.
  • EPIs: Jaleco, luvas, máscara e proteção ocular.

2.4. Procedimento Operacional

  1. Preparação do Inóculo
  2. Utilizar colônias puras (18-24h de crescimento).
  3. Suspender as colônias em solução salina estéril até atingir a turbidez equivalente ao padrão 0,5 da escala McFarland.
    • Nota: Inóculos mais densos resultam em halos menores (falsa resistência); inóculos mais fracos resultam em halos maiores (falsa sensibilidade).
  1. Semeadura (Inoculação da Placa)
  1. Mergulhar o swab estéril na suspensão, removendo o excesso contra a parede do tubo.
  2. Semear a superfície total do ágar Mueller-Hinton em três direções (rodando a placa em 60° a cada direção) para garantir um crescimento confluente homogêneo.
  3. Deixar secar por 3 a 5 minutos (não exceder 15 minutos).
  4. Aplicação dos Discos
  5. Aplicar os discos de antimicrobianos com pinça estéril ou dispensador automático.
  6. Pressionar levemente cada disco para garantir contato total com o meio.
  7. Manter um espaçamento mínimo de 24 mm entre os centros dos discos para evitar a sobreposição de halos.
  8. Incubação: Inverter as placas e incubar a 35°C ± 2°C (em atmosfera ambiente, ou conforme exigência específica da espécie) por 18 a 24 horas.

2.5. Leitura e Interpretação

  1. Após o tempo de incubação, verificar se o crescimento bacteriano é confluente. Se for descontínuo, o teste deve ser repetido.
  2. Medir o diâmetro dos halos de inibição (incluindo o disco) com régua milimetrada, observando a placa contra um fundo escuro e sob luz refletida.
  3. Comparar os resultados com as tabelas de interpretação vigentes (CLSI ou BrCAST) para classificar o microrganismo como:
    • S (Sensível): A infecção pode ser tratada com a dose recomendada do antimicrobiano.
    • I (Intermediário): Pode ser eficaz em locais onde o fármaco se concentra ou com doses elevadas.
    • R (Resistente): O microrganismo não é inibido pelas concentrações habituais.

 

2.6. Controle de Qualidade e Segurança

  • Descarte: Todo material biológico e placas utilizadas devem ser autoclavados a 121°C por 30 minutos antes do descarte definitivo (conforme RDC da ANVISA sobre resíduos de serviços de saúde).
  • Manutenção: Verificar semanalmente o pH do ágar (7,3 ± 0,2) e a validade dos discos (armazenados conforme fabricante, geralmente -20°C).

 

      Para validar o controle de qualidade e a interpretação, devemos seguir os pilares estabelecidos pelas normas vigentes (CLSI M100 ou BrCAST). Para garantir que o método seja fidedigno, o laboratório deve realizar o CQ semanal (ou diário, dependendo do volume) utilizando cepas de referência da ATCC (American Type Culture Collection).

Microrganismo (ATCC)

Foco do Controle

Escherichia coli ATCC 25922

Controle geral de Enterobacterales.

Staphylococcus aureus ATCC 25923

Controle para estafilococos (testes de oxacilina/cefoxitina).

Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853

Controle para bacilos Gram-negativos não fermentadores.

  

  • Ação Corretiva: Se o halo estiver fora do limite aceitável, não libere os resultados dos pacientes. Investigue:
    • Meio de cultura: O lote do ágar Mueller-Hinton foi testado quanto ao pH e espessura? (Excesso de timidina ou timina pode antagonizar sulfonamidas).
    • Inóculo: A densidade está correta? (A leitura do nefelômetro de McFarland deve ser validada).
    • Discos: Estão dentro do prazo de validade e foram armazenados em temperatura correta?

 

Validação dos Pontos de Corte (Interpretativos)

A leitura não deve ser baseada em "tamanho fixo" (ex: tudo acima de 15mm é sensível), mas sim nas tabelas de pontos de corte (breakpoints) que são atualizadas anualmente pelo CLSI ou BrCAST.

 

Observações Críticas para o Docente:

  1. Zona de Crescimento: Se observar colônias dentro do halo de inibição, verifique se são mutantes resistentes ou uma cultura mista. A reidentificação é mandatória.
  2. Microrganismos Fastidiosos: Para Streptococcus spp., Haemophilus influenzae ou Neisseria spp., o meio de base deve ser suplementado (ex: Ágar Mueller-Hinton com 5% de sangue de carneiro) e as condições de incubação (ex: 5% $CO_2$) são rigorosas.
  3. Fenótipos de Resistência: Como professor de microbiologia, o senhor deve orientar seus alunos a identificar fenótipos esperados. Exemplo: Se um Staphylococcus apresenta resistência à oxacilina, ele deve ser reportado como resistente a todos os betalactâmicos, independentemente do resultado in vitro (devido ao mecanismo de resistência mecA).

 

6.3. Checklist para Validação (Auditoria Interna)

  • [  ] O log de temperatura da estufa e da geladeira de discos está atualizado?
  • [ ] As cepas ATCC foram subcultivadas conforme protocolo de manutenção?
  • [ ] A medição dos halos foi feita em milímetros precisos?
  • [ ] Houve conferência dupla (quem leu o resultado vs. quem digitou no sistema)?

 

3.POP Antibiograma para determinar determinarem a Concentração Inibitória Mínima (CIM)

 

O Manual de Microbiologia Clínica da ANVISA, em seus diversos módulos, estabelece diretrizes para a prática laboratorial, enfatizando a necessidade de padronização, controle de qualidade e adesão a protocolos internacionais (como os do CLSI/BRCAST) para a realização de testes de sensibilidade aos antimicrobianos. Abaixo, apresento um modelo estruturado de Procedimento Operacional Padrão (POP) para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), baseando-se nas boas práticas de laboratórios clínicos de referência.

 

3.1. Objetivo: Padronizar a técnica de microdiluição em caldo (método de referência) para determinar a menor concentração de um agente antimicrobiano capaz de inibir o crescimento visível de um microrganismo isolado, visando auxiliar na terapêutica clínica e no monitoramento da resistência.

3.2. Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia com treinamento específico e sob supervisão do responsável técnico.

3.3. Materiais e Equipamentos

  • Microrganismo isolado em cultura pura.
  • Placas de microdiluição estéreis (96 poços) contendo o antimicrobiano em diluições seriadas (baseado no CLSI).
  • Meio de cultura (ex: Caldo Mueller-Hinton ou apropriado para o patógeno).
  • Solução salina estéril (0,85%) ou caldo para suspensão.
  • Espectrofotômetro ou escala de McFarland (0,5) para padronização do inóculo.
  • Pipetas automáticas e ponteiras estéreis.
  • Incubadora (temperatura e atmosfera controladas).
  • Cepas de controle de qualidade (ATCC).

 

3.4. Descrição do Procedimento (Etapas)

  1. Preparo do Inóculo
  2. A partir de uma cultura pura (18-24h), selecione 3 a 5 colônias morfológicamente semelhantes.
  3. Suspenda as colônias em solução salina estéril.
  4. Ajuste a turbidez da suspensão para equivaler ao padrão 0,5 da escala de McFarland (aproximadamente 108 UFC/mL).
  5. Realize a diluição do inóculo no meio de cultura de modo a obter uma concentração final de aproximadamente 105 UFC/mL nos poços da placa.
  6. Inoculação da Placa
  7. Distribua o inóculo preparado nos poços da placa de microdiluição que contém o antimicrobiano.
  8. Inclua sempre um poço de controle de crescimento (meio + bactéria, sem antibiótico) e um poço de esterilidade (apenas meio).
  9. Inclua a cepa de controle de qualidade ATCC correspondente ao antimicrobiano testado para validar o ensaio.

III. Incubação

  1. Cubra a placa para evitar evaporação.
  2. Incube em estufa a 35oC (ou conforme exigência da espécie) por 16 a 20 horas (tempo de incubação padrão para a maioria dos isolados).

 

3.5. Leitura e Interpretação

  1. Leitura: Verifique o controle de crescimento (deve apresentar turbidez) e o controle de esterilidade (deve estar límpido).
  2. Determinação da CIM: A CIM é a menor concentração de antimicrobiano na qual não se observa crescimento bacteriano visível (ausência de turbidez ou botão bacteriano no fundo do poço).
  3. Validação: Os resultados só são válidos se a cepa de controle (ATCC) apresentar valor de CIM dentro dos intervalos estabelecidos pelo CLSI/BRCAST.

 

3.6. Notas de Segurança e Biossegurança

  • Todo o procedimento deve ser realizado em cabine de segurança biológica (CSB) classe II.
  • O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) — avental de mangas longas, luvas, máscara e proteção ocular — é obrigatório.
  • Descarte materiais contaminados em recipientes para resíduos biológicos, conforme o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

Nota Importante: Este POP é um guia técnico geral. Para a rotina diária, é imprescindível que o laboratório consulte a versão mais recente dos manuais do CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) ou as orientações da ANVISA, que definem as faixas de sensibilidade (breakpoints) específicas para cada par microrganismo-antimicrobiano.

 

  1. POP: Teste de Sensibilidade (TSA) por Método Automatizado

4.1. Objetivo:  Descrever o procedimento para a realização de testes de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA) utilizando sistemas automatizados (ex: VITEK 2, Phoenix, MicroScan), visando determinar a CIM e o perfil de resistência dos isolados clínicos.

  1. Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia, devidamente capacitada para operar o equipamento e interpretar os alertas do sistema.

 

4.3. Equipamentos e Materiais

  • Sistema Automatizado: Equipamento de identificação e sensibilidade (leitor e incubadora).
  • Cards/Painéis: Cartões específicos (especie-específicos ou grupo-específicos) com as diluições dos antibióticos.
  • Inoculadores/Autodiluidores: Dispositivos fornecidos pelo fabricante.
  • Solução Salina/Diluente: Reagente específico do sistema.
  • Densitômetro: Aparelho para padronização do inóculo (McFarland).
  • Cultura pura: Isolado bacteriano fresco (18-24h).

 

4.4. Descrição do Procedimento

  1. Preparo do Inóculo
  2. Utilizando uma alça estéril, suspenda colônias puras da bactéria em um tubo com solução salina (ou caldo específico do fabricante).
  3. Introduza o tubo no densitômetro acoplado ao sistema.
  4. Ajuste a suspensão bacteriana para atingir a turbidez exigida pelo fabricante (geralmente entre 0,5 e 0,63 McFarland, dependendo do sistema).
    • Nota: O controle rigoroso da turbidez é crucial, pois o sistema automatizado baseia-se na concentração exata de células para realizar a leitura cinética da inibição.
  1. Inoculação e Processamento
  1. Posicione o card/painel de teste e o tubo com a suspensão bacteriana no dispositivo de carregamento.
  2. O sistema aspirará automaticamente a suspensão para os poços do cartão.
  3. Insira o cartão no compartimento de leitura/incubação do equipamento.

III. Monitoramento e Leitura

  1. O sistema realiza leituras ópticas periódicas (cinética de crescimento) a cada 15 a 30 minutos.
  2. O software compara o crescimento do isolado com as curvas de crescimento padrão armazenadas em seu banco de dados.
  3. A CIM é calculada através da análise matemática da inibição do crescimento em cada poço comparado ao controle.

 

4.5. Interpretação de Resultados e Controle de Qualidade

  • Resultados: O sistema gera automaticamente o perfil de sensibilidade (Sensível, Intermediário ou Resistente) baseado nos breakpoints (pontos de corte) configurados (CLSI/BRCAST).
  • Controle de Qualidade (CQ): * Deve-se processar cepas ATCC diariamente (ou conforme frequência definida pelo POP do laboratório) para verificar a precisão do sistema.
    • Alertas: Caso o sistema gere "resultados inconclusivos" ou "bactéria não identificada", a amostra deve ser reprocessada ou o teste deve ser realizado via método manual (difusão em disco ou E-test).

 

4.6. Considerações de Biossegurança

  • A manipulação de suspensões bacterianas vivas deve ocorrer estritamente dentro da Cabine de Segurança Biológica (CSB).
  • O uso de EPI completo é obrigatório durante todo o manuseio dos cartões e tubos.
  • Os cartões, após o uso, devem ser descartados em recipientes para material infectante com risco biológico, conforme normas vigentes da ANVISA.

 

Atenção: Embora automatizado, o sistema exige que o microbiologista revise as "Mensagens de Erro" ou "Alertas de Fenótipos Improváveis" (como um isolado de E. coli resistente a tudo, que pode indicar erro de inóculo ou contaminação). Sempre correlacione o laudo com o quadro clínico do paciente.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar: módulo I. Brasília: ANVISA, 2000. 56 p.

CARROLL, K. C. et al. (ed.). Manual of Clinical Microbiology. 12. ed. Washington, DC: ASM Press, 2019.

CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE (CLSI). Performance Standards for Antimicrobial Susceptibility Testing. 34. ed. Wayne: CLSI, 2024.

TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WADSWORTH, J.; FINEGOLD, S. M.; BARON, E. J. Bailey & Scott's Diagnostic Microbiology. 14. ed. St. Louis, MO: Elsevier, 2017.

 

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