TESTE DE SUSCEPTIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS (ANTIBIOGRAMA)
- INTRODUÇÃO
A descoberta dos antibióticos representou um marco revolucionário na medicina moderna, convertendo infecções anteriormente letais em condições passíveis de tratamento clínico. Entretanto, a rápida evolução e a disseminação de mecanismos de resistência bacteriana impuseram complexos desafios à prática terapêutica, inviabilizando a premissa de que uma espécie bacteriana responderia de maneira uniforme aos fármacos convencionais. Diante dessa realidade, o Teste de Susceptibilidade aos Antimicrobianos (TSA), popularmente conhecido como antibiograma, consolidou-se como a ferramenta preditiva fundamental do laboratório de microbiologia clínica. A função primária deste exame consiste em determinar “in vitro” o perfil de sensibilidade ou resistência de um patógeno isolado em cultura pura frente a diversas classes de antibióticos, fornecendo o embasamento científico necessário para que o clínico transite de uma terapia empírica inicial para uma abordagem alvo, racional e eficaz.
O método oficial mais difundido para a rotina laboratorial manual é a difusão em ágar por disco, fundamentado no Método de Kirby-Bauer. Este procedimento baseia-se na difusão passiva de agentes antimicrobianos a partir de discos de papel de filtro, previamente impregnados com concentrações específicas, sobre uma placa de ágar Mueller-Hinton inoculada de forma confluente com o microrganismo. A presença de sensibilidade bacteriana manifesta-se através da formação de um halo de inibição — uma zona macroscópica isenta de crescimento — onde a concentração do fármaco supera a dose letal ou inibitória mínima. Inversamente, a resistência é evidenciada pela ausência de halo ou pela formação de zonas com diâmetros criticamente reduzidos.
Para assegurar a precisão e a reprodutibilidade dos resultados, o protocolo operacional exige rigoroso controle em todas as etapas, iniciando-se pela padronização do inóculo, que deve ser ajustado à escala 0,5 de McFarland para garantir a densidade populacional correta. Após a incubação em condições controladas, a interpretação dos resultados requer a mensuração precisa dos halos, cujos valores, em milímetros, não permitem inferências intuitivas, visto que dependem de variáveis intrínsecas ao fármaco, como peso molecular e taxa de difusão. Consequentemente, a classificação do microrganismo como sensível, intermediário ou resistente deve ser validada mediante o confronto dos dados medidos com as tabelas de corte estabelecidas por organismos internacionais e nacionais de padronização, como o CLSI e o EUCAST/BrCAST.
A excelência na microbiologia contemporânea transcende a execução técnica, exigindo um robusto sistema de garantia da qualidade, que inclui o uso de cepas de referência (ATCC) e o suporte de sistemas automatizados de leitura. Tais tecnologias, além de determinarem a Concentração Inibitória Mínima (CIM), operam como importantes mecanismos de vigilância epidemiológica, capazes de identificar fenótipos raros de resistência e resultados clinicamente improváveis. Por fim, a gestão do laboratório deve ser regida por políticas operacionais claras, conferências criteriosas e um fluxo de comunicação eficiente para resultados críticos, garantindo que o laudo atue efetivamente como uma ferramenta de tomada de decisão médica em tempo real, assegurando a segurança do paciente e o controle de infecções hospitalares.
A microbiologia contemporânea avançou significativamente com a adoção de sistemas automatizados de leitura, que otimizam o fluxo de trabalho e reduzem a subjetividade inerente à interpretação manual dos halos de inibição. Equipamentos como o VITEK® 2 (bioMérieux), o MicroScan WalkAway (Beckman Coulter) e o Sensititre ARIS HiQ (Thermo Fisher) são amplamente utilizados no mercado, empregando tecnologias baseadas em microdiluição em caldo ou cinética de crescimento monitorada para determinar com precisão a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Estes sistemas funcionam através de cartões ou painéis miniaturizados que, após a inoculação da amostra, são incubados e lidos automaticamente, permitindo a identificação rápida de microrganismos e a detecção precoce de fenótipos de resistência emergentes, como carbapenemases e MRSA, com maior padronização e rastreabilidade.
Além da agilidade no fornecimento de resultados, que impacta diretamente na redução do tempo de internação hospitalar, esses analisadores integram softwares de inteligência laboratorial que aplicam regras de validação automática e alertas de vigilância epidemiológica. Ao cruzar os dados de CIM com bancos de dados atualizados que seguem normas internacionais e nacionais — como as diretrizes do CLSI e do BrCAST — os sistemas garantem que os laudos sejam emitidos com maior segurança, filtrando resultados clinicamente improváveis e oferecendo um suporte robusto às comissões de controle de infecção hospitalar.
- POP: Antibiograma pelo Método de Difusão em Disco
2.1. Objetivo: Padronizar a execução do teste de suscetibilidade aos antimicrobianos (antibiograma) para determinar o perfil de sensibilidade de microrganismos isolados em amostras clínicas.
2.2. Campo de Aplicação: Laboratório de Microbiologia Clínica.
2.3. Materiais e Equipamentos
- Meio de Cultura: Ágar Mueller-Hinton (espessura de 4 mm).
- Inóculo: Suspensão bacteriana padronizada na escala 0,5 de McFarland (aprox. $1,5 imes 10^8$ UFC/mL).
- Discos de antimicrobianos: Conforme o painel específico para a bactéria isolada.
- Equipamentos: Estufa bacteriológica (35°C ± 2°C), Capela de Fluxo Laminar, Micropipetas/Swabs estéreis.
- EPIs: Jaleco, luvas, máscara e proteção ocular.
2.4. Procedimento Operacional
- Preparação do Inóculo
- Utilizar colônias puras (18-24h de crescimento).
- Suspender as colônias em solução salina estéril até atingir a turbidez equivalente ao padrão 0,5 da escala McFarland.
- Nota: Inóculos mais densos resultam em halos menores (falsa resistência); inóculos mais fracos resultam em halos maiores (falsa sensibilidade).
- Semeadura (Inoculação da Placa)
- Mergulhar o swab estéril na suspensão, removendo o excesso contra a parede do tubo.
- Semear a superfície total do ágar Mueller-Hinton em três direções (rodando a placa em 60° a cada direção) para garantir um crescimento confluente homogêneo.
- Deixar secar por 3 a 5 minutos (não exceder 15 minutos).
- Aplicação dos Discos
- Aplicar os discos de antimicrobianos com pinça estéril ou dispensador automático.
- Pressionar levemente cada disco para garantir contato total com o meio.
- Manter um espaçamento mínimo de 24 mm entre os centros dos discos para evitar a sobreposição de halos.
- Incubação: Inverter as placas e incubar a 35°C ± 2°C (em atmosfera ambiente, ou conforme exigência específica da espécie) por 18 a 24 horas.
2.5. Leitura e Interpretação
- Após o tempo de incubação, verificar se o crescimento bacteriano é confluente. Se for descontínuo, o teste deve ser repetido.
- Medir o diâmetro dos halos de inibição (incluindo o disco) com régua milimetrada, observando a placa contra um fundo escuro e sob luz refletida.
- Comparar os resultados com as tabelas de interpretação vigentes (CLSI ou BrCAST) para classificar o microrganismo como:
- S (Sensível): A infecção pode ser tratada com a dose recomendada do antimicrobiano.
- I (Intermediário): Pode ser eficaz em locais onde o fármaco se concentra ou com doses elevadas.
- R (Resistente): O microrganismo não é inibido pelas concentrações habituais.
2.6. Controle de Qualidade e Segurança
- Descarte: Todo material biológico e placas utilizadas devem ser autoclavados a 121°C por 30 minutos antes do descarte definitivo (conforme RDC da ANVISA sobre resíduos de serviços de saúde).
- Manutenção: Verificar semanalmente o pH do ágar (7,3 ± 0,2) e a validade dos discos (armazenados conforme fabricante, geralmente -20°C).
Para validar o controle de qualidade e a interpretação, devemos seguir os pilares estabelecidos pelas normas vigentes (CLSI M100 ou BrCAST). Para garantir que o método seja fidedigno, o laboratório deve realizar o CQ semanal (ou diário, dependendo do volume) utilizando cepas de referência da ATCC (American Type Culture Collection).
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Microrganismo (ATCC) |
Foco do Controle |
|
Escherichia coli ATCC 25922 |
Controle geral de Enterobacterales. |
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Staphylococcus aureus ATCC 25923 |
Controle para estafilococos (testes de oxacilina/cefoxitina). |
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Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 |
Controle para bacilos Gram-negativos não fermentadores. |
- Ação Corretiva: Se o halo estiver fora do limite aceitável, não libere os resultados dos pacientes. Investigue:
- Meio de cultura: O lote do ágar Mueller-Hinton foi testado quanto ao pH e espessura? (Excesso de timidina ou timina pode antagonizar sulfonamidas).
- Inóculo: A densidade está correta? (A leitura do nefelômetro de McFarland deve ser validada).
- Discos: Estão dentro do prazo de validade e foram armazenados em temperatura correta?
Validação dos Pontos de Corte (Interpretativos)
A leitura não deve ser baseada em "tamanho fixo" (ex: tudo acima de 15mm é sensível), mas sim nas tabelas de pontos de corte (breakpoints) que são atualizadas anualmente pelo CLSI ou BrCAST.
Observações Críticas para o Docente:
- Zona de Crescimento: Se observar colônias dentro do halo de inibição, verifique se são mutantes resistentes ou uma cultura mista. A reidentificação é mandatória.
- Microrganismos Fastidiosos: Para Streptococcus spp., Haemophilus influenzae ou Neisseria spp., o meio de base deve ser suplementado (ex: Ágar Mueller-Hinton com 5% de sangue de carneiro) e as condições de incubação (ex: 5% $CO_2$) são rigorosas.
- Fenótipos de Resistência: Como professor de microbiologia, o senhor deve orientar seus alunos a identificar fenótipos esperados. Exemplo: Se um Staphylococcus apresenta resistência à oxacilina, ele deve ser reportado como resistente a todos os betalactâmicos, independentemente do resultado in vitro (devido ao mecanismo de resistência mecA).
6.3. Checklist para Validação (Auditoria Interna)
- [ ] O log de temperatura da estufa e da geladeira de discos está atualizado?
- [ ] As cepas ATCC foram subcultivadas conforme protocolo de manutenção?
- [ ] A medição dos halos foi feita em milímetros precisos?
- [ ] Houve conferência dupla (quem leu o resultado vs. quem digitou no sistema)?
3.POP Antibiograma para determinar determinarem a Concentração Inibitória Mínima (CIM)
O Manual de Microbiologia Clínica da ANVISA, em seus diversos módulos, estabelece diretrizes para a prática laboratorial, enfatizando a necessidade de padronização, controle de qualidade e adesão a protocolos internacionais (como os do CLSI/BRCAST) para a realização de testes de sensibilidade aos antimicrobianos. Abaixo, apresento um modelo estruturado de Procedimento Operacional Padrão (POP) para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), baseando-se nas boas práticas de laboratórios clínicos de referência.
3.1. Objetivo: Padronizar a técnica de microdiluição em caldo (método de referência) para determinar a menor concentração de um agente antimicrobiano capaz de inibir o crescimento visível de um microrganismo isolado, visando auxiliar na terapêutica clínica e no monitoramento da resistência.
3.2. Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia com treinamento específico e sob supervisão do responsável técnico.
3.3. Materiais e Equipamentos
- Microrganismo isolado em cultura pura.
- Placas de microdiluição estéreis (96 poços) contendo o antimicrobiano em diluições seriadas (baseado no CLSI).
- Meio de cultura (ex: Caldo Mueller-Hinton ou apropriado para o patógeno).
- Solução salina estéril (0,85%) ou caldo para suspensão.
- Espectrofotômetro ou escala de McFarland (0,5) para padronização do inóculo.
- Pipetas automáticas e ponteiras estéreis.
- Incubadora (temperatura e atmosfera controladas).
- Cepas de controle de qualidade (ATCC).
3.4. Descrição do Procedimento (Etapas)
- Preparo do Inóculo
- A partir de uma cultura pura (18-24h), selecione 3 a 5 colônias morfológicamente semelhantes.
- Suspenda as colônias em solução salina estéril.
- Ajuste a turbidez da suspensão para equivaler ao padrão 0,5 da escala de McFarland (aproximadamente 108 UFC/mL).
- Realize a diluição do inóculo no meio de cultura de modo a obter uma concentração final de aproximadamente 105 UFC/mL nos poços da placa.
- Inoculação da Placa
- Distribua o inóculo preparado nos poços da placa de microdiluição que contém o antimicrobiano.
- Inclua sempre um poço de controle de crescimento (meio + bactéria, sem antibiótico) e um poço de esterilidade (apenas meio).
- Inclua a cepa de controle de qualidade ATCC correspondente ao antimicrobiano testado para validar o ensaio.
III. Incubação
- Cubra a placa para evitar evaporação.
- Incube em estufa a 35oC (ou conforme exigência da espécie) por 16 a 20 horas (tempo de incubação padrão para a maioria dos isolados).
3.5. Leitura e Interpretação
- Leitura: Verifique o controle de crescimento (deve apresentar turbidez) e o controle de esterilidade (deve estar límpido).
- Determinação da CIM: A CIM é a menor concentração de antimicrobiano na qual não se observa crescimento bacteriano visível (ausência de turbidez ou botão bacteriano no fundo do poço).
- Validação: Os resultados só são válidos se a cepa de controle (ATCC) apresentar valor de CIM dentro dos intervalos estabelecidos pelo CLSI/BRCAST.
3.6. Notas de Segurança e Biossegurança
- Todo o procedimento deve ser realizado em cabine de segurança biológica (CSB) classe II.
- O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) — avental de mangas longas, luvas, máscara e proteção ocular — é obrigatório.
- Descarte materiais contaminados em recipientes para resíduos biológicos, conforme o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).
Nota Importante: Este POP é um guia técnico geral. Para a rotina diária, é imprescindível que o laboratório consulte a versão mais recente dos manuais do CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute) ou as orientações da ANVISA, que definem as faixas de sensibilidade (breakpoints) específicas para cada par microrganismo-antimicrobiano.
- POP: Teste de Sensibilidade (TSA) por Método Automatizado
4.1. Objetivo: Descrever o procedimento para a realização de testes de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA) utilizando sistemas automatizados (ex: VITEK 2, Phoenix, MicroScan), visando determinar a CIM e o perfil de resistência dos isolados clínicos.
- Responsabilidade: Equipe técnica do laboratório de microbiologia, devidamente capacitada para operar o equipamento e interpretar os alertas do sistema.
4.3. Equipamentos e Materiais
- Sistema Automatizado: Equipamento de identificação e sensibilidade (leitor e incubadora).
- Cards/Painéis: Cartões específicos (especie-específicos ou grupo-específicos) com as diluições dos antibióticos.
- Inoculadores/Autodiluidores: Dispositivos fornecidos pelo fabricante.
- Solução Salina/Diluente: Reagente específico do sistema.
- Densitômetro: Aparelho para padronização do inóculo (McFarland).
- Cultura pura: Isolado bacteriano fresco (18-24h).
4.4. Descrição do Procedimento
- Preparo do Inóculo
- Utilizando uma alça estéril, suspenda colônias puras da bactéria em um tubo com solução salina (ou caldo específico do fabricante).
- Introduza o tubo no densitômetro acoplado ao sistema.
- Ajuste a suspensão bacteriana para atingir a turbidez exigida pelo fabricante (geralmente entre 0,5 e 0,63 McFarland, dependendo do sistema).
- Nota: O controle rigoroso da turbidez é crucial, pois o sistema automatizado baseia-se na concentração exata de células para realizar a leitura cinética da inibição.
- Inoculação e Processamento
- Posicione o card/painel de teste e o tubo com a suspensão bacteriana no dispositivo de carregamento.
- O sistema aspirará automaticamente a suspensão para os poços do cartão.
- Insira o cartão no compartimento de leitura/incubação do equipamento.
III. Monitoramento e Leitura
- O sistema realiza leituras ópticas periódicas (cinética de crescimento) a cada 15 a 30 minutos.
- O software compara o crescimento do isolado com as curvas de crescimento padrão armazenadas em seu banco de dados.
- A CIM é calculada através da análise matemática da inibição do crescimento em cada poço comparado ao controle.
4.5. Interpretação de Resultados e Controle de Qualidade
- Resultados: O sistema gera automaticamente o perfil de sensibilidade (Sensível, Intermediário ou Resistente) baseado nos breakpoints (pontos de corte) configurados (CLSI/BRCAST).
- Controle de Qualidade (CQ): * Deve-se processar cepas ATCC diariamente (ou conforme frequência definida pelo POP do laboratório) para verificar a precisão do sistema.
- Alertas: Caso o sistema gere "resultados inconclusivos" ou "bactéria não identificada", a amostra deve ser reprocessada ou o teste deve ser realizado via método manual (difusão em disco ou E-test).
4.6. Considerações de Biossegurança
- A manipulação de suspensões bacterianas vivas deve ocorrer estritamente dentro da Cabine de Segurança Biológica (CSB).
- O uso de EPI completo é obrigatório durante todo o manuseio dos cartões e tubos.
- Os cartões, após o uso, devem ser descartados em recipientes para material infectante com risco biológico, conforme normas vigentes da ANVISA.
Atenção: Embora automatizado, o sistema exige que o microbiologista revise as "Mensagens de Erro" ou "Alertas de Fenótipos Improváveis" (como um isolado de E. coli resistente a tudo, que pode indicar erro de inóculo ou contaminação). Sempre correlacione o laudo com o quadro clínico do paciente.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar: módulo I. Brasília: ANVISA, 2000. 56 p.
CARROLL, K. C. et al. (ed.). Manual of Clinical Microbiology. 12. ed. Washington, DC: ASM Press, 2019.
CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE (CLSI). Performance Standards for Antimicrobial Susceptibility Testing. 34. ed. Wayne: CLSI, 2024.
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
WADSWORTH, J.; FINEGOLD, S. M.; BARON, E. J. Bailey & Scott's Diagnostic Microbiology. 14. ed. St. Louis, MO: Elsevier, 2017.
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